Nas delações da Odebrecht, homologadas em janeiro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-senador Osmar Dias (PDT) já é formalmente alvo de um inquérito policial sob o guarda-chuva da Justiça Federal do Distrito Federal (JF-DF). Como é pré-candidato ao governo do Paraná nas eleições de 2018, Osmar não tem mandato eletivo e, por isso, as investigações envolvendo seu nome podem tramitar na primeira instância do Judiciário.
A investigação foi aberta com base no relato do delator Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental. Em depoimento prestado à Procuradoria-Geral da República (PGR) em 13 de dezembro de 2016, Reis disse que a campanha eleitoral de Osmar ao governo do Paraná, no ano de 2010, teria recebido R$ 500 mil por meio de caixa 2, ou seja, sem prestação de contas oficial à Justiça Eleitoral.
O dinheiro teria sido pedido pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que já foi ministro das gestões petistas e deputado federal, mas também não detém foro especial atualmente. Mas o valor do repasse, segundo Reis, teria sido combinado diretamente com Osmar.

guazelli

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