Foi protocolado pelo Ministério Público Federal (MPF) no fim da manhã desta segunda-feira (18/12), o documento sobre a desistência da perícia técnica nos mais de 30 recibos de aluguéis apresentados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula é acusado na Operação Lava Jato de receber um apartamento em São Bernardo do Campo como propina da Odebrecht em troca de contratos com a Petrobras. Ele nega e apresentou recibos de pagamento dos aluguéis para o empresário Glaucos Costamaques, proprietário do imóvel.
Para os procuradores, esses recibos foram produzidos para dar aparência de legalidade a atos ilícitos. Alguns deles, conforme o MPF, têm datas que não existem no calendário.
Ainda de acordo com MPF, o conjunto probatório atual já permite concluir que Costamarques firmava os recibos ideologicamente falsos em blocos, com objetivo de dissimular a locação do apartamento.
Um perito particular contratado pela defesa do ex-presidente disse que os documentos com datas de 2011 a 2015 foram assinados em datas diferentes.
Ainda nesta manhã, Costamarques anexou ao processo novas cópias de recibos. Agora, cabe ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, decidir sobre o assunto.

guazelli

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