O juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, questionou na madrugada de quinta-feira (18/01), pelo Twitter, a postura do senador Lindbergh Farias (PT-RJ). O senador havia defendido o discurso da presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), sobre o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para o próximo dia 24.
Gleisi afirmou ao site Poder360 que “para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente. Aí, vai ter que matar”.
Após críticas, Gleisi disse que se tratava de uma “força de expressão”. Lindbergh, por sua vez, publicou um vídeo no qual avaliou que a colega de partido “elevou o tom do discurso” de maneira positiva ao dizer que “vai ter que matar gente” para cumprir um eventual pedido de prisão do ex-presidente.
Bretas, então, criticou a posição dos petistas. “É só uma impressão ou há senadores da República conclamando grupos de pessoas para atos de violência? Não creio que isso seja um padrão racional de Estado democrático de direito. No entanto, melhor dirá o @MPF_PGR…?”, postou o juiz em sua conta, referindo-se ao Ministério Público Federal.
Assim, Gleisi reagiu à crítica de Bretas. “Um juiz que divulga fotografias empunhando armas pesadas e diz que a Justiça tem de ser temida. Isso é ou não é uma incitação à barbárie? Que faz declarações políticas, contrariamente à lei, e se posiciona contra um determinado partido. Isso é ou não uma violação do Estado de direito?”
A petista fazia referência à foto que Bretas publicou, portando um fuzil, em meio a um treinamento oferecido pela Polícia Civil. O juiz fez o curso por orientação das equipes que fazem sua segurança.

Foto: contraponto

guazelli

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