Na operação Carne Fraca, a servidora pública e veterinária Maria do Rocio Nascimento, relatou ao Ministério Público Federal (MPF) que o deputado federal Sérgio Souza (PMDB-PR) recebia R$ 10 mil por mês da JBS, através de Daniel Gonçalves Filho, que por quase dez anos comandou a Superintendência do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Paraná, indicado pela bancada do PMDB.
“Daniel Gonçalves Filho, de 2014 até janeiro de 2017, recebia propinas mensais, pagas de forma intermitentes, as quais tiveram valor inicial de R$ 10 mil, e sofreram evolução, entre o final de 2014 e início de 2015 (quando o montante passou a ser de R$ 20 mil, dos quais Daniel repassava R$ 10 mil ao deputado federal Sérgio Souza), em razão de sua função como superintendente do Mapa no Paraná e em contrapartida a facilitações promovidas à empresa junto ao órgão”, anotou o MPF ao ouvir Maria do Rocio Nascimento. 
Parte dos repasses, segundo ela, teria ocorrido na garagem do edifício onde fica o escritório político do paranaense, em Curitiba, na Rua Comendador Araújo. 
Daniel Gonçalves Filho, considerado o “chefe” do esquema de corrupção pelo MPF, também fez um acordo de colaboração premiada, homologado no final do ano passado, e deixou a prisão. Já Maria do Rocio Nascimento, que seria uma espécie de “braço-direito” de Gonçalves Filho no esquema de corrupção, ainda está presa. Na esteira da delação, ela deve ser liberada daqui dez dias, passando para prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.

guazelli

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