A recente mudança no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o alcance do foro especial por prerrogativa de função pode afetar o andamento em Brasília do inquérito aberto para apurar se políticos paranaenses receberam dinheiro do esquema de corrupção revelado pela Operação Quadro Negro, em 2015. Hoje nas mãos do ministro do STF Luiz Fux, o caso pode acabar sendo encaminhado por ele para a Justiça Estadual do Paraná, que já abriga três ações penais derivadas da Quadro Negro.
Os três processos que correm em Curitiba estão relacionados a um grupo de cerca de dez pessoas, incluindo o dono da Valor Construtora, Eduardo Lopes de Souza, e Maurício Fanini, que foi diretor de Engenharia, Projetos e Orçamentos na Secretaria da Educação, entre 2011 e 2014, quando houve o desvio milionário de dinheiro público, originalmente destinado para construções e reformas de escolas estaduais.
Ambos negociaram acordos de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), gerando investigações também em Brasília. Até agora, o ministro do STF homologou apenas a delação de Eduardo Lopes de Souza, no ano passado. Maurício Fanini está preso há mais de um semestre e foi recentemente transferido da carceragem da Polícia Federal em Curitiba para a de Brasília, onde aguarda a homologação do seu acordo de colaboração premiada.

Fonte: Gazeta do Povo

guazelli

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