A ONG ambientalista Greenpeace assumiu ter sido a responsável por abandonar na última quarta-feira (20/06), no plenário da comissão especial da Câmara que debate o uso de agrotóxicos, uma mala com um alarme sonoro que disparou.
Depois da reunião da comissão, a assessoria da Câmara informou que a mala, de material plástico, continha uma “simulação grotesca” de bomba.
Em nota publicada no site da entidade, o Greenpeace disse que a iniciativa “teve como objetivo chamar a atenção para os riscos da aprovação do projeto, que libera ainda mais agrotóxicos no Brasil”.
A pasta foi abandonada no fundo do plenário, perto das cadeiras ocupadas por jornalistas e assessores.
Pouco antes do início da reunião da comissão, destinada à votação do parecer que flexibiliza as regras para o uso de pesticidas, começou a tocar um alarme muito alto, que lembrava um alarme de carro – na nota, o Greenpeace explicou que se tratava de um alarme de moto.
Naquele momento, não houve tensão, e os presentes até riram da situação. Um dos assessores, então, retirou a mala do plenário e a entregou a um dos policiais legislativos.
Ao final da reunião, a presidente da comissão, deputada Tereza Cristina (DEM-RS), disse que se tratava de uma “simulação de bomba, sem bomba”, causando muita apreensão entre os presentes.
A Polícia Legislativa abriu uma ocorrência policial e, segundo a assessoria da Câmara, apontou a possível participação de um homem e uma mulher no episódio.
A Câmara informou que a identidade dos supostos envolvidos já foi confirmada e, ao final da apuração, serão tomadas “medidas cabíveis”. De acordo com a assessoria da Câmara, a maleta está sendo analisada pelo Esquadrão Antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal.
Em nota o Greenpeace afirmou que “qualquer outra interpretação é uma tentativa mal intencionada de desviar a atenção da real ameaça em questão: a liberação de mais veneno na comida dos brasileiros”. A ONG destacou que a “não-violência é um princípio fundamental” do Greenpeace.

Fonte: G1

guazelli

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