Afastado do cargo de ministro do Trabalho em uma nova fase da Operação Registro Espúrio, o advogado Helton Yomura (PTB-RJ) foi a opção do PTB para manter o comando da pasta após a Justiça barrar a posse da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), no início deste ano.
Yomura foi suspenso do cargo nesta quinta-feira (05/07) por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi impedido de frequentar a pasta e de manter contato com os demais investigados ou servidores.
A Operação Registro Espúrio investiga uma suposta organização criminosa integrada por políticos e servidores que teria cometido fraudes na concessão de registros de sindicatos pelo Ministério do Trabalho.
Yomura chegou à Esplanada graças ao PTB, partido ao qual é filiado, segundo registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Desde outubro de 2017 como secretário-executivo, espécie de número 2 do ministério, Yomura ficou como interino no final de dezembro, quando o então ministro Ronaldo Nogueira (PTB-RJ) pediu demissão, com o argumento de que pretendia se dedicar a campanha de reeleição à deputado federal.
Por indicação do PTB, o governo nomeou Cristiane como ministra em janeiro, porém ela teve a posse barrada por um juiz de primeira instância. O magistrado atendeu a ação popular que questionava a nomeação após o G1 revelar que Cristiane foi condenada a pagar R$ 60 mil por dívidas trabalhistas com dois ex-motoristas.
O governo recorreu, o caso chegou ao STFederal e, diante da demora e do desgaste da parlamentar, o PTB desistiu da indicação em fevereiro. Yomura permaneceu como interino no ministério e foi efetivado no cargo em abril, na reforma ministerial feita por Temer em razão da saída de ministros que pretendem disputar as eleições deste ano.

Fonte: G1

guazelli

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