Ângelo Marcio Pinheiro Ribeiro, ex-servidor comissionado da Câmara de Vereadores de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, foi condenado na última quinta-feira (12/07) a 12 anos, um mês e nove dias de prisão por obstrução à Justiça em um processo da Operação Sinecuras, que investiga crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, peculato, crimes contra licitações, falsidade ideológica e estelionato entre servidores públicos do município.
Ribeiro, vulgo Belém, está preso desde abril na Delegacia de Araucária e será transferido para o sistema penitenciário nos próximos dias. Ele também terá que pagar multa no valor de R$ 372 mil.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), Ribeiro embaraçou a investigação da organização criminosa no âmbito da operação Sinecuras, na fase Mensalinho, mediante intimidação e constrangimento de duas testemunhas com ameaças.
Ele teria afirmando a uma das testemunhas que o depoimento dela ao MP-PR “poderia dar problemas” e que “a corda arrebenta sempre pra o lado mais fraco”, além de ter adentrado na residência dela sem se anunciar para exigir que ela mentisse e omitisse informações relevantes à operação. Ele teria solicitado que ela dissimulasse as origens dos repasses de valores aos vereadores e ex-vereadores acusados.
Ribeiro era servidor comissionado do ex-vereador Alex Luiz Nogueira (PSDB), um dos investigados, durante o mandato 2013 – 2016, e, em fevereiro deste ano, foi nomeado assessor da vereadora Tatiana Assuiti Nogueira (PSDB).
De acordo com o juiz Fábio Luiz Machado, após a prisão de Alex Luiz Nogueira e a notícia que os comissionados seriam intimados a prestar depoimento, Ribeiro procurou as testemunhas que tinham conhecimento da corrupção e repassavam parte dos seus salários e pediu que nada do seu nome, de Alex Luiz Nogueira e de mais vereadores vazassem.
Para o magistrado houve manipulação da ordem pública.

Fonte: Gazeta do Povo

guazelli

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