A Urbs (empresa municipal que administra o transporte coletivo) decretou na quarta-feira (29/08) a extinção de uma série de benefícios dos funcionários, entre eles convênios odontológicos, auxílio funeral e folgas compensatórias. As regras passam a vigorar a partir desta sexta-feira (31/08).

A Urbs e o Sindicato dos Trabalhadores em Urbanização do Estado do Paraná (Sindiurbano) mantiveram negociação durante quase um ano, mas não chegaram a um acordo. A empresa municipal afirma que quando as partes chegaram a um consenso, “o sindicato incentivou os empregados a não aprovarem o acordo na assembleia”. Em 18 de agosto venceu uma sentença judicial do dissídio anterior no qual constavam direitos mais benéficos do que os previstos na Consolidação das Leis de Trabalho (CLT). “Enquanto não houver outra norma coletiva, a Urbs obedecerá a convenção coletiva assinada pelo sindicato”, aponta a empresa.

O sindicato conta o vencimento do dissídio em 20 de dezembro e diz que essa discussão ainda é parte de um imbróglio judicial. O argumento é que o fim da ultratividade dos acordos e convenções coletivas permite a retirada de todos os benefícios que não estão previstos na CLT, mas não obriga as empresas a cortar as conquistas anteriores. “A empresa quer criar terrorismo, fazer com que os funcionários se revoltem contra o sindicato e aceitem qualquer proposta de reajuste”, aponta Valdir Mestriner, presidente do sindicato.

Os trabalhadores e a empresa se reúnem nesta sexta-feira (1°) no Ministério Público do Trabalho para tentar encontrar solução conjunta. “Se a Urbs não suspender o ato de corte dos benefícios, não apresentar proposta de reajuste, nós podemos deflagrar greve inclusive para o final de semana, que atingiria a rodoviária e a fiscalização do transporte coletivo e do trânsito”, completa Mestriner.

Fonte: Gazeta do Povo

guazelli

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