O Facebook reconheceu que as páginas de Ratinho Jr. nesta rede social estão infestadas de seguidores “fake” possivelmente contratados para fazer comentários e dar “likes” nas postagens do candidato do PSD. São as chamadas “reações não autênticas”, que o Facebook define como “aquelas habitualmente geradas em decorrência de serviços prestados por terceiros alheios aos operadores” da rede social e que “em nada se relacionam com o engajamento autêntico obtido com a utilização das ferramentas legítimas oferecidas pela plataforma”.

A prática contraria a legislação eleitoral, que proíbe gastos para obter os fake likes e estabelece multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil e mais quantia equivalente ao dobro da despendida com o uso da ferramenta ilegal.

A denúncia ao Facebook foi feita pela coligação que apoia a candidata Cida Borghetti (PP) que, na comunicação que enviada pelos advogados de sua campanha aos administradores brasileiros da rede social. lembrou que o adversário Ratinho Jr havia se comprometido a não se utilizar destes recursos e criado, em seu campanha, um comitê formado por especialistas para combater este tipo de prática.

A coligação de Cida também recorreu à Justiça Eleitoral com uma ação cautelar para a produção antecipada de provas, em razão dos indícios já constatados de violação das normas quanto à utilização das redes sociais. A ação enumera algumas evidências:

1) exponencial aumento de reações de um minuto a outro; 2) discrepância entre a quantidade de reações nas postagens e número de comentários, compartilhamentos e visualizações; i3) grande quantidade de perfis de pessoas estrangeiras e residentes em países em que notoriamente criaram mercados de “fazenda de cliques” (seguidores pró-ativos em redes sociais com IPs de diversos locais do mundo; 4) quantidade de seguidores com perfis com evidência de falsos.

guazelli

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