Ricardo Saadi foi demitido, na quinta-feira (15), da função de superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro. O pedido de afastamento foi feito pelo presidente da República, que afirma a pessoas próximas não confiar no servidor público. Jair Bolsonaro tem medo que a PF aumente as investigações em casos que envolvem sua família e Fabrício Queiroz, ex-chefe de gabinete do seu filho Flávio Bolsonaro.

Detalhe que a Polícia Federal do RJ não tem nenhuma interferência direta nesses casos, que estão sob investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro e da PF em Brasília. Aos cuidados de Saadi estava o inquérito sobre um esquema dentro da Polícia Civil fluminense que tentava atrapalhar os trabalhos para elucidação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Em um ponto os casos Queiroz e Marielle Franco se cruzam. A mulher e mãe de um dos suspeitos de terem executado a vereadora foi empregada no gabinete de Flávio Bolsonaro por Fabrício Queiroz. Mesmo tendo defendido diversas vezes em tribunais parlamentares a ação de milicianos, os Bolsonaro negam qualquer tipo de vínculo com os grupos criminosos.

Quem está cotado para assumir a vaga deixada por Ricardo Saadi é o superintende da Polícia Federal em Pernambuco, Carlos Henrique Oliveira. Jair Bolsonaro prefere que quem assuma o posto seja Alexandre Saraiva, que comanda a PF no Amazonas.

Esse episódio é mais um que esquenta o entrave existente entre o presidente da República e o ministro da Justiça, Sérgio Moro, que vem perdendo prestígio dentro do Planalto desde que apareceu em conversas tramando junto com procuradores da Lava jato a investigação que levou o ex-presidente Lula à prisão.

Revista Fórum.

guazelli

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