Novos diálogos de procuradores da Lava Jato revelados pelo site The Intercept em parceria com o Uol, nesta terça-feira (27), mostram os integrantes da força-tarefa tentando evitar que o ex-presidente Lula fosse ao enterro de seu irmão Vavá, em janeiro de 2019, embora parte dos procuradores no grupo tenha defendido o direito de Lula ir se despedir do irmão. “O safado só queria ir passear”, disse o procurador Januario Paludo, se referindo ao pedido do ex-presidente de comparecer ao sepultamento.

Athayde Ribeiro Costa destacou a repercussão internacional negativa que a proibição traria. “Mas se nao for, vai ser uma gritaria. e um prato cheio para o caso da ONU [Organização das Nações Unidas]”, escreveu. O procurador Orlando Martello afirmou achar “uma temeridade ele sair. Não é um preso comum. Vai acontecer o q aconteceu na prisão” e concluiu: “A militância vai abraçá-lo e não o deixaram voltar. Se houver insistência em trazê-lo de volta , vai dar ruim!!” O procurador Diogo Castor ponderou que “todos presos em regime fechado tem este direito”.

Em seguida, Januário Paludo encaminhou aos colegas uma manifestação que seria entregue à juíza responsável por avaliar o pedido de liberação. Trata-se de um parecer da força-tarefa da Lava Jato pelo indeferimento da saída solicitada pela defesa de Lula. Ao ler o texto, Athayde Ribeiro Costa ponderou: “Simplesmente indefirir estamos agindo como pilatos e deixando a juiza em situaca difícil”. Minutos depois, os procuradores têm acesso a parecer da Polícia Federal que disse não ter condições de atender ao pedido de Lula.

Antônio Carlos Welter escreveu que concordava com a PF, mas que acreditava que Lula tinha o direito de ir ao enterro do irmão. “Eu acho que ele tem direito a ir. Mas não tem como.” Januário Paludo respondeu: “O safado só queria passear e o Welter com pena”. E, por fim, Laura Tessler emendou: “O foco tá em Brumadinho…logo passa…muito mimimi”.

Reportagem: Revista Fórum.

guazelli

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