Destituída do posto de líder do Governo no Congresso em meio à crise do PSL, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) deu uma entrevista ao jornalista Chico Alves, do UOL, criticando a articulação política do presidente Jair Bolsonaro e a ala bolsonarista do PSL. Joice ainda disse que Eduardo não é respeitado e criticou as milícias virtuais que agem em apoio ao presidente.

“Falta de inteligência. Não existe um motivo real para essa briga. Infelizmente, o presidente tem muitas qualidades, mas a inteligência emocional dele é -20, não é nem zero. Então ele fala demais, acabou atacando o presidente do partido…”, declarou Joice, condenando os “dois pesos e duas medidas” de Bolsonaro, que critica Luciano Bivar (PSL-PE) e protege o filho Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Joice ainda disse que Eduardo não é respeitado pelos correligionários e que não assinou a lista em favor dele por considerar uma traição a um acordo feito no início do ano que faria Waldir comandar até o fim de 2019 e depois promoveria eleições. “Não assinei aquela lista para destituir o líder porque achei uma traição, o próprio nome do Waldir foi defendido pelo Eduardo Bolsonaro no começo do ano. […] Disse que Delegado Waldir teria meu apoio até o final do ano ou algum outro líder que representasse o partido. Não é o caso do Eduardo Bolsonaro que está ali de aspone… Ele não é respeitado pela bancada, tanto que não teve a maioria”, declarou.

Questionada sobre os ataques que pode sofrer nas redes, Joice fez pouco caso e disse que “todo mundo sabe” das milícias virtuais de Bolsonaro. “Eles têm uma milícia virtual e todo mundo sabe disso. São pessoas interligadas em todo Brasil, algumas recebendo para isso e outras não. Muitos robôs. Já sabia e não estou nem aí para isso. Eles têm uma milícia de ataque que não se sustenta. […] Imagina se eu vou ficar abalada com 1.500 haters dessa milícia digital espalhada pelo Brasil? Isso pra mim é nada”, disparou.

Reportagem do site Revista Fórum.

guazelli

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