O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, utilizou seu perfil no Twitter no último sábado (3) para atacar o jornalista Reinaldo Azevedo, da Folha de São Paulo, por ele ter sugerido que o militar fosse convocado pelo Congresso Nacional para explicar ‘seu flerte com a barbárie’. O colunista se referiu à forma como o general defendeu a proposta do filho do chefe, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), de restabelecer o AI-5.

“Jornalista Reinaldo Azevedo. Seu antibolsonarismo chega às raias da obsessão doentia. Jamais me passou na cabeça resgatar o AI 5 para aplicação no Brasil democrático de hoje. Sua sugestão de me convocar ao Senado é um despropósito, digno do seu fanatismo. Passe bem”, reclamou Heleno.

Em resposta, o jornalista avisou para o militar não tentar intimidá-lo. “General, mantenho a sugestão da sua convocação. Quero saber o q o sr. quis dizer ao afirmar ser necessário ver como se iria operar o AÍ-5. Do chefe do GSI, espero repúdio a golpes. Nāo tente me intimidar. Tranquilize o país. O Sr. é pago pra isso. Com meu dinheiro também. Abraços”, escreveu Reinaldo.

Na quinta-feira (31), em entrevista ao Estado de São Paulo, o general não repudiou a fala de Eduardo e ainda o defendeu: “Não ouvi ele falar isso. Se falou, tem de estudar como vai fazer, como vai conduzir. Acho que, se houver uma coisa no padrão do Chile, é lógico que tem de fazer alguma coisa para conter (…). Eduardo estava sob forte emoção com esse negócio da TV Globo. Essas coisas, hoje, num regime democrático… é complicado. Tem de passar em um monte de lugares. Não é assim. O projeto do Moro, fundamental para conter crime, não passa. Fazem de tudo para não passar. O pessoal não quer, não quer nada que possa organizar o país. Não quer dizer que isso vai organizar o país. Mas isso aí não é assim, vou fazer e faz”.

Reportagem do site Revista Fórum.

Imagem: Arquivo.

guazelli

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