Na véspera de seu julgamento no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o procurador Deltan Dallagnol foi às redes sociais na noite destra segunda-feira (25) para tentar um mea culpa sobre sua possível quebra de decoro ao criticar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), durante entrevista a uma rádio. Ao se justificar, o procurador disse que sua declaração foi de “interesse público” e que “não foi grosseria”.
“Em minha defesa, afirmei que minha declaração foi uma crítica de autoridade pública sobre atos de outra autoridade pública, em matéria de interesse público, sem grosseria. O cerne da liberdade de expressão é que ela existe para proteger o direito à crítica e não aos elogios”, escreveu no Twitter.
O procurador ainda alegou em suas redes sociais que “não vê razão para ser censurado” e que não há quebra de decoro em sua fala. De acordo com ele, suas críticas foram direcionadas ao conteúdo de decisão e não apontando “má-fé dos ministros”.
A representação contra Dallagnol é assinada pelo próprio presidente do STF, Dias Toffoli. Ele pede que o procurador seja punido por afirmar, em entrevista a rádio CBN, em agosto do ano passado, que decisões da Corte passam uma mensagem de “leniência” a favor da corrupção. Dallagnol ainda disse que Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski formavam uma “panelinha” no STF.
Além da sanção já prevista para esta terça-feira (26), o CNMP pode abrir mais um processo disciplinar contra o coordenador da Lava Jato em Curitiba. Está na pauta da sessão o caso em que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) pede análise da conduta de Dallagnol por ele ter declarado nas redes sociais ser contra a sua candidatura à presidência do Senado.
Revista Fórum.

guazelli

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