O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, voltou a defender a venda do banco para a iniciativa privada, mas afirmou, no entanto, que o assunto está fora de cogitação no momento. Ele participou de audiência da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara nesta terça-feira (10).

“A privatização do banco é uma questão política. Todos sabem meu posicionamento, mas o que importa é que o presidente disse que não vai privatizar e o assunto está encerrado. E mesmo que fosse a decisão do Executivo, teria que passar pelo Congresso, teria que ser lei”, disse.

Bom trabalho e função social
A deputada Erika Kokay (PT-DF) é contra a privatização. Ela lembrou que o Banco do Brasil teve um lucro de 13 bilhões de reais em 2019 que, na opinião dela, é resultado do trabalho de excelência feito pelos funcionários. Kokay também defendeu a função social do banco.

“Se o Banco do Brasil for privatizado, ele só vai estar em locais que oferecem retorno financeiro. Não vai ter uma política de crédito de longo prazo ou que tenha risco. A gente precisa dos bancos públicos. Estamos falando de um banco que existe desde 1808, que faz parte da história do povo brasileiro e que tem sido um instrumento absolutamente imprescindível”, defendeu ela.

Outras prioridades
O deputado Ricardo Barros (PP-PR) é vice-líder do governo no Congresso Nacional. Ele reconheceu que setores da área econômica defendem a privatização, mas disse que, nesse momento, o Banco do Brasil está fora da lista de prioridades.

“Existem muitas empresas estatais no Brasil, muitas delas precisando ser privatizadas, pra produzir melhores serviços pra população, mas não é o caso do Banco do Brasil. Ele é o banco do agricultor brasileiro, encarregado do fomento à produção, do agronegócio, que é o maior negócio do Brasil. É o que garante a nossa balança comercial, e é o que nos dá a capacidade de crescimento econômico”, afirmou.

Competitividade e atendimento
A representante do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no debate, Mariel Lopes, também se colocou contra a privatização. Ela defendeu que o Banco do Brasil é competitivo frente aos bancos privados e disse que a instituição tem um papel fundamental no atendimento bancário às cidades mais pobres.

Agência Câmara Notícias.

Imagem: Cleia Viana.

guazelli

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