Em entrevista pautada por ele próprio para o Estadão, Jair Bolsonaro provocou o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), que nesta quarta-feira (5) afirmou que é populismo e falta de responsabilidade o presidente desafiar governadores a zerarem os tributos sobre os combustíveis para que ele faça o mesmo com os impostos federais.

“Vamos falar de coisa séria? Não vem me falar desse nome do governador de São Paulo para mim, não. Pergunte se ele sabe o que é “Bolsodoria” (slogan usado pelo tucano na campanha) e se o autorizei a usar alguma vez na vida. Esquece”, respondeu, ao ser indagado sobre as declarações do tucano.

Deixando perguntas em aberto com seu já tradicional “outra”, para não responder sobre assuntos que o incomodam, Bolsonaro ainda mandou recado para o ministro da Justiça, Sergio Moro, que sinaliza se candidatar à Presidência em 2022.

“Se algum ministro quer ser eleito, que abra o jogo. E se, porventura, estiver usando ministério para seu respectivo Estado, vai pegar um cartão vermelho de primeira. É cartão vermelho na hora”, disse.

Bolsonaro ainda ironizou ao ser indagado sobre quem é atualmente seu principal conselheiro. “O meu principal conselheiro é a minha humildade”, afirmou à repórter Jussara Soares, antes de terminar a entrevista de forma ríspida, ao ser indagado sobre as “denúncias envolvendo seus auxiliares”.

“A denúncia que, porventura, chega, muitas vezes é “fake”. Não posso agir somente por ver uma matéria no zap (WhatsApp), no Facebook de alguém, na imprensa. Até porque tem muita contrainformação. O que aconteceu até agora (envolvendo sua equipe)? Nada. Já acabou o seu tempo”.

Revista Fórum.

guazelli

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