O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, atendeu pedido da AGU (Advocacia- Geral da União) e suspendeu a liminar que impedia Sérgio Camargo Nascimento de assumir a presidência da Fundação Palmares. A decisão, no entanto, ainda cabe recurso.

Na decisão, Noronha reconheceu que a decisão liminar, “a pretexto de fiscalizar a legalidade do ato administrativo, interferiu, de forma indevida, nos critérios eminentemente discricionários da nomeação, causando entraves ao exercício de atividade inerente ao Poder Executivo”.

Camargo foi alvo de críticas por ser abertamente racista e costumeiramente atacar personalidades e questões que são importantes para o movimento negro. Ele é contra o dia da Consciência Negra, já disse que a atriz Taís Araújo deve voltar para a África e afirmou que a escravidão foi boa porque negros viveriam em condições melhores no Brasil do que no continente africano.

Nesta quarta-feira (12), Camargo foi às redes sociais para acusar a repórter da Folha de S. Paulo, Patrícia Campos Mello, de “reduzir o corpo negro a objeto e mercadoria”.

Ao atacar a jornalista, Nascimento está repercutindo a acusação de Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário da Yacows, de que Patrícia se insinuou sexualmente com o intuito de conseguir informações para uma matéria da Folha. A declaração foi feita a parlamentares da CPMI das Fake News no Congresso.

Revista Fórum.

guazelli

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