O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) exigiu, através de interlocutores, que o ministro da Economia, Paulo Guedes, pedisse desculpas às empregadas domésticas depois de suas declarações que com o dólar baixo até elas iam à Disneylândia.

No início, Guedes resistiu, mas, nesta quinta (20), acabou cedendo à pressão. “Eu peço desculpas se tiver ofendido”, disse o ministro durante cerimônia no Planalto. Ele acrescentou, entretanto, não ver problema em fazer a referência. Ele chegou a dizer que a mãe do su pai foi empregada doméstica.

Mais por necessidade do que por bondade, o pedido de desculpas foi exigido depois que o setor de mídias digitais do Palácio do Planalto constatou que a declaração foi criticada até mesmo por perfis identificados com a direita, ou seja, de apoiadores do presidente.

A empresa de dados Arquimedes também identificou o movimento. Segundo o analista e sócio da companhia Pedro Bruzzi, nem o núcleo duro de apoio ao presidente saiu em defesa do ministro nos canais digitais.

A empresa também constatou que alguns perfis identificados com a política econômica do governo também desaprovaram declarações do ministro sobre a política cambial.

“A avaliação foi a de que, para esses perfis, ele não tem sido liberal o suficiente e que tem sido infeliz em suas declarações”, explicou.

Revista Fórum.

guazelli

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