Bruna de Oliveira, 25 anos, mora há 2 anos em Los Angeles, Califórnia, nos Estados Unidos. A curitibana relata o dia a dia em viver com a pandemia do Coronavírus em solo americano. Ela conta como recebeu as primeiras informações da doença. “Ficamos sabendo pela internet, jornais. O assunto ‘coronavírus’ aqui é falado desde que surgiu na China”.

No surgimento do Covid-19 os americanos, segundo ela, não estavam levando o fato muito a sério. “A princípio, a população americana não estava levando muito a sério, pois aqui eles são muito patriotas. E confiam muito no governo federal, então, não havia esse alarme.” Bruna relata que o cenário mudou de acordo com a gravidade da doença em ter se espalhado tão rapidamente no mundo.

O governo dos Estados Unidos determinou o fechamento de restaurantes, escolas, academias, bares, tudo onde há aglomeração de pessoas. Situação não muito diferente que está ocorrendo no estado do Paraná. Ela, que trabalha diariamente com entrega de mercadorias por aplicativo, diz que mudou o método para trabalhar com mais cuidado e rigidez com os “customers” (clientes) – em tempos de pandemia.

Bruna explica que não existem hospitais públicos e, se por caso quer uma consulta, terá de pagar do próprio bolso. As empresas também estão dando auxílio médico para pessoas que estão com o coronavírus.

Bruna acredita que o desabastecimento em mercados foi uma jogada dos próprios fornecedores, já que o governo americano anunciou em jornais para que a população estocasse comida, e, ficar em casa. “Aqui eles já são acostumados com esse tipo de SMS por conta dos furacões, tempestades, então todos correm para os supermercados e acabam comprando muito comida para estocar, com medo que ‘acabe’. Porém, todos sabemos que na América é impossível não haver comida. Então a população agiu mais pelo pânico, pois há reabastecimento nos mercados, não é o normal, mas há” relata.

Ela explica que muitas coisas estão faltando, que chegam pela manhã e acabam à noite nos mercados. E que também há filas enormes para entrar nos estabelecimentos. O SMS que Bruna se referia era o “Respect social distance, stay in home, everybody” (Respeite a distância social, fique em casa, todo mundo). Nesta semana, a Defesa Civil do Paraná utilizou os alertas de tempestades, que geralmente são enviadas para o celular de quem está em área de risco, para pedir que a população tenha cuidados com o coronavírus.

Bruna conta também que a população americana estava esperando um rápido trabalho do governo federal, porém, eles estão agindo de acordo com o tamanho da preocupação mundial. Segundo o último balanço divulgado cerca de 200 pessoas morreram por Coronavírus, e 10 mil diagnósticos no país.

Reportagem: Pedro Lima.

Imagens cedidas por Bruna Oliveira.

guazelli

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