A falta de chuvas na Região Metropolitana de Curitiba gerou um déficit de 618 milímetros, no período de junho de 2019 a agosto de 2020, em relação à média histórica. Esse saldo negativo é o maior dos últimos 22 anos, quando teve início a medição dos índices pluviométricos pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Essa escassez tem impacto direto no volume das barragens do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC).

Nos próximos meses, a previsão meteorológica sinaliza um cenário pouco animador para reduzir o déficit de chuva, segundo o Simepar. “Pelo que observamos, esta Primavera deverá ser ligeiramente mais seca do que a média”, afirma o meteorologista da instituição Reinaldo Knaip. No período de setembro a dezembro, a média de chuvas em Curitiba é de 515,7 mm.

Portanto, mesmo que chova esse volume no próximo período, contrariando as previsões, ainda assim será necessário repor o déficit dos 618 mm para normalização o abastecimento da Região Metropolitana de Curitiba e pôr fim ao rodízio, que vigora desde março.

“O consumo mensal de água na RMC equivale a chuvas de 100 mm. Mas não podemos esquecer nosso déficit. Por isso, é fundamental manter a meta de redução de 20% no consumo de água. É como pagar as contas. Mesmo que chova 100 mm, e dê para o gasto mensal, ainda continuamos no cheque especial”, compara o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky.

ASCOM – Sanepar.

guazelli

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