O ministro Edson Fachin, relator dos casos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, fez uma forte defesa da operação em relatório enviado ao novo presidente do STF, Luiz Fux.

Segundo informações de Felipe Amorim, do UOL, reveladas neste domingo (13), Fachin tomou a iniciativa em razão do enfraquecimento da Lava Jato e do aumento das críticas sofridas pela operação no próprio tribunal.

“Os trabalhos são pautados pela legalidade constitucional e vão de encontro à renitente garantia da impunidade que teima em fazer a ‘viagem redonda da corrupção’”, escreveu Fachin.

Para o ministro, não há punitivismo na operação. “É também um erro equacionar a luta pela responsabilização e o combate à impunidade com um aumento do ‘punitivismo’, assim como é errado imaginar que o programa da Constituição de 1988 foi o de criar amarras para a eficiência dos serviços públicos”, disse.

Fachin sempre defendeu a operação e seu nome chegou a aparecer nas trocas de mensagens reveladas pelo The Intercep Brasil através da série da Vaza Jato. “Caros, conversei 45 m com o Fachin. Aha uhu o Fachin é nosso”, escreveu o procurador Deltan Dallagnol em mensagem enviada em grupo de procuradores no dia 13 de julho de 2015.

Em baixa, Dallagnol saiu do comando da Força-Tarefa de Curitiba e foi punido com censura pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Reportagem de Lucas Rocha, da Revista Fórum.

guazelli

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