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Os 25 mortos durante a operação policial desta quinta-feira (6) no Jacarezinho, no Rio de Janeiro, ainda não foram identificados – mas o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou na sexta-feira (7) que eram “todos bandidos”.

Além de 24 civis, um policial civil foi morto. No metrô do Rio de Janeiro, onde aconteceu uma troca de tiros durante a operação, dois passageiros acabaram feridos.

A declaração de Mourão foi feita a repórteres na chegada do vice-presidente ao Palácio do Planalto.

“Tudo bandido. Entra um policial numa operação normal e leva um tiro na cabeça em cima de uma laje. Lamentavelmente essas quadrilhas do narcotráfico são verdadeiras narcoguerrilhas, têm controle sobre determinadas áreas”, disse o vice-presidente.

Segundo o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, a operação policial foi “ação pautada e orientada por longo e detalhado trabalho de inteligência e investigação”. A polícia disse que as vítimas eram traficantes, mas não revelou suas identidades e os crimes que teriam cometido.

“É um problema da cidade do Rio de Janeiro que já levou várias vezes as Forças Armadas a serem chamadas para intervir, é um problema sério do Rio de Janeiro que nós vamos ter que resolver um dia ou outro”, disse Mourão.

A operação no Jacarezinho aconteceu a despeito de uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou que, durante a pandemia, ações em comunidades precisam ser comunicadas ao STF. A decisão permite ações apenas em “hipóteses absolutamente excepcionais”.

A polícia e autoridades do governo estadual argumentam que o decreto prejudica o combate ao crime. O delegado Rodrigo Oliveira, da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil do Rio de Janeiro, afirmou que “a falta de operação dá um péssimo resultado”.

Reportagem de © Sputnik.

guazelli

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