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	<title>Arquivos Abrigo - Portal Verdade&amp;Expressão</title>
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		<title>No maior abrigo do RS, moradia é principal preocupação das famílias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[guazelli]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 May 2024 11:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Abrigo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O campus-sede de uma das maiores instituições privadas de ensino superior do Rio Grande do Sul, a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), se converteu, há pouco mais de 20 dias, em abrigo provisório para milhares de vítimas das enchentes que arrasaram o estado.  Localizada em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, a Ulbra chegou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O campus-sede de uma das maiores instituições privadas de ensino superior do Rio Grande do Sul, a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), se converteu, há pouco mais de 20 dias, em abrigo provisório para milhares de vítimas das enchentes que arrasaram o estado. </p>



<p>Localizada em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, a Ulbra chegou a acolher, no início do mês, cerca de 8 mil pessoas. Algumas delas chegaram ao local de helicóptero, resgatadas por forças de segurança nos momentos mais dramáticos da inundação, que tomou conta de quase todo o bairro Mathias Velho, o mais populoso da cidade, com cerca de 150 mil habitantes.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/ZhEZ1MqqUzuuLbpUIH6TNFthWKQ=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/05/21/eab1fbd7-230b-40ff-9b1c-5da24f4cbaa7.jpeg?itok=53PS4QQM" alt="Canoas (RS), 21/05/2024 – CHUVAS/ RS - ABRIGO - Abrigo para pessoas atingidas pela enchente, na ULBRA, em Canoas. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil" title="Rafa Neddermeyer/Agência Brasil"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">Abrigo para pessoas atingidas pela enchente, na ULBRA, em Canoas. Foto:&nbsp;<strong>Rafa Neddermeyer/Agência Brasil</strong></h6>



<p>É dali, inclusive, que veio grande parte das pessoas alojadas na universidade, que mobilizou toda a sua estrutura para receber&nbsp;as famílias em salas de aula e ginásios. As aulas foram suspensas, inicialmente, e retomadas na última semana, de forma remota. Parte dos alunos, professores e funcionários são também voluntários.</p>



<p>A Ulbra passou a receber milhares de doações, de várias partes do país, ampliou a estrutura de chuveiros e organizou, por meio de voluntários, atendimento médico, psicológico, fisioterapia, oferta de medicamentos, entre outros. Há cozinhas para o preparo da comida doada e parte das&nbsp;refeições também é&nbsp;recebida&nbsp;pronta, enviadas por doadores.</p>



<p>Alguns desses voluntários são os próprios abrigados, como o casal Juliano Ramos, 33, e Aline Lacerda Martins, 37.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;Faço de tudo, limpeza de banheiro, na cozinha, no que precisa&#8221;, conta Aline, moradora do Mathias Velho. &#8220;Eu só digo que para o Mathias Velho, eu não volto mais&#8221;, diz.</p>
</blockquote>



<p>Juliano conta que jamais viu uma enchente como esta, e se diz grato às pessoas que o resgataram. &#8220;Quem salvou nós, quem ajudou tirar a minha mãe, que tem câncer, foram os voluntários. Por isso também eu estou nesse trabalho&#8221;, afirma.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Incertezas</h2>



<p>A preocupação com o futuro das moradias é comum aos abrigados ouvidos pela reportagem da&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>, que visitou a Ulbra na manhã desta terça-feira (21). &#8220;Se o governo desse uma força, porque tem tanto lote vazio. Essa é a nossa esperança&#8221;, afirma Terezinha Silva, 72, pensionista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).</p>



<p>Terezinha relata que eram 16 horas&nbsp;do dia 3 de maio quando, em pouco tempo, a água invadiu sua casa, também no bairro Mathias Velho, chegando na altura do peito. Ela teve que se refugiar no andar superior do sobrado de uma vizinha até ser socorrida e levada para a Ulbra, junto com o marido, apenas com algumas mudas de roupa e documentos pessoais, tudo o que conseguiu pegar.</p>



<p>Com cerca de 20 dias no abrigo, Terezinha sente falta da sua vida de antes, embora agradecida pelo acolhimento.</p>



<p>&#8220;Muito&nbsp;confuso [aqui], cada qual com seus costumes. É difícil, mas estamos vivendo. Graças a Deus, estamos amparados&#8221;, afirma.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/cSdWjnnrzYcf0fGZ9zlrTp4TCoc=/463x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/05/21/6b8c4bba-be22-4bb9-8a65-3dfc57fef130.jpeg?itok=a4Gb2CZ8" alt="Canoas (RS), 21/05/2024 – CHUVAS/ RS - ABRIGO - Abrigo para pessoas atingidas pela enchente, na ULBRA, em Canoas. - O desabrigado Décio Gonçalves deixa o abrigo da ULBRA. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil" title="Rafa Neddermeyer/Agência Brasil"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">Após quase 20 dias, Décio Gonçalves deixa abrigo em Canoas.&nbsp;<strong>Foto:&nbsp;Rafa Neddermeyer/Agência Brasil</strong></h6>



<p>Décio Luiz Gonçalves, 63 anos, pessoa com deficiência, estava deixando o abrigo quando foi abordado pela reportagem. &#8220;Aqui foi bom, fomos bem tratados, médicos 24 horas atendendo a gente, alimentação boa (&#8230;), mas a gente estava ficando doente,&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2024-05/gripe-covid-19-e-tetano-estao-entre-prioridades-de-vacinacao-no-rs" target="_blank" rel="noreferrer noopener">resfriado</a>, aqui é muita umidade e frio&#8221;, conta.</p>



<p>Ele e familiares enchiam uma pequena carreta&nbsp;com colchões e outros objetos, todos doados, já que ele só conseguiu salvar os próprios documentos. &#8220;Agora, vou para a casa do meu genro em Nova Santa Rita [cidade da região metropolitana]&#8221;, revela. Sua casa em Canoas segue inundada, e Décio não sabe dizer se continuará vivendo no mesmo lugar ou não.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;Vai ser uma luta. Acho que a gente vai precisar de muita ajuda&#8221;.</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Funcionamento</h2>



<p>Na Ulbra, muita gente já deixou o abrigo, embora o campus mais pareça&nbsp;uma cidade com milhares de alojados e diversos serviços ocorrendo ao mesmo tempo. No último jantar, foram servidas quase 3 mil refeições, mas o número não é preciso porque muitos&nbsp;passam o dia fora do local.</p>



<p>Os alojados foram divididos em grupos que permitiu a acomodação de famílias juntas, blocos separados para mulheres, pessoas idosas, pessoas com deficiência e crianças autistas, entre outras divisões.</p>



<p>Quem tem&nbsp;animal de estimação também pode ficar com ele no abrigo.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/1fDxpE52RteiU7TiU5Hp_qq8_UY=/463x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/05/21/6b757b7b-4518-4012-8c03-e26cf9e8a022.jpeg?itok=tc0PRqfe" alt="Canoas (RS), 21/05/2024 – CHUVAS/ RS - ABRIGO - Abrigo para pessoas atingidas pela enchente, na ULBRA, em Canoas. - Claiton da Silva Lacerda e família, desabrigados de Canoas. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil" title="Rafa Neddermeyer/Agência Brasil"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">Claiton, marido e sogra em abrigo da Ulbra em Canoas (RS).<strong>&nbsp;Foto:</strong>&nbsp;<strong>Rafa Neddermeyer/Agência Brasil</strong></h6>



<p>É o caso Claiton da Silva Lacerda, 25, que tem duas cadelas.</p>



<p>Ele está no abrigo junto com o&nbsp;marido e a sogra, uma senhora de 98 anos, acamada e sob os cuidados de ambos.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;Ontem, eu estive visitando a minha casa e perdi tudo. Não tem como recuperar nada&#8221;, lamenta.</p>
</blockquote>



<p>Claiton trabalha na zona sul de Porto Alegre, no extremo oposto de onde está agora, e foi dispensado de se apresentar no emprego enquanto durar a situação de calamidade.</p>



<p>Ele também não sabe dizer se voltará para a mesma residência, ainda inundada, no bairro Mathias Velho. &#8220;Não sei se a gente vai ficar no mesmo lugar, porque a gente vive de aluguel&#8221;. &nbsp;</p>



<p>O jovem também reclama da falta de informações sobre a assistência do Poder Público. &#8220;A gente não teve apoio, ninguém fala nada. Para descobrir, a gente tem que entrar na rede social. Não se fala nada sobre auxílios, como vai ficar&#8221;, reclama.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/efe3a8mrCzZaGzNnb4NHBIKDEGA=/463x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/05/21/f9234f8d-148c-4e99-b24b-31e1d4cacc6a.jpeg?itok=zDhLbg_q" alt="Canoas (RS), 21/05/2024 – CHUVAS/ RS - ABRIGO - Abrigo para pessoas atingidas pela enchente, na ULBRA, em Canoas. - Hospital de Campanha da Força Nacional do SUS, montado na ULBRA. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil" title="Rafa Neddermeyer/Agência Brasil"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">Hospital de Campanha da Força Nacional do SUS atende pacientes na Ulbra. Foto:&nbsp;<strong>Rafa Neddermeyer/Agência Brasil</strong></h6>



<p>Há cerca de 10 dias, a Força Nacional do SUS montou um Hospital de Campanha no campus. E, nos últimos dias, a Caixa Econômica Federal abriu um posto de atendimento para os alojados da Ulbra, para&nbsp;orientar&nbsp;e regularizar&nbsp;contas digitais do banco para o saque de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), recebimento do Bolsa Família, para quem já está com cadastro aprovado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Programas</h2>



<p>Da parte do governo do estado, uma nova edição do programa Volta por Cima foi instituída com a concessão de auxílio financeiro para famílias vítimas das chuvas e enchentes. No total, foram disponibilizados R$ 50 milhões para beneficiar 20 mil famílias, com&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-05/governo-do-rs-vai-pagar-r-25-mil-familias-na-extrema-pobreza" target="_blank" rel="noreferrer noopener">parcela única de R$ 2,5 mil&nbsp;</a>para unidades familiares desabrigadas. Para quem não foi não contemplado, o Comitê Gestor dos recursos arrecadados por meio do pix SOS Rio Grande do Sul determinou a distribuição de R$ 2 mil a&nbsp;428 famílias do Vale do Taquari, totalizando uma distribuição de R$ 856 mil neste primeiro lote, segundo o governo gaúcho.</p>



<p>A distribuição priorizou as áreas mais afetadas do estado que já possuem infraestrutura adequada para iniciar a recuperação e a reconstrução. Nos próximos dias, serão anunciadas novas fases de pagamento, abrangendo outras cidades.</p>



<p>Já o governo federal, lançou nesta segunda-feira (20) o site para as prefeituras do Rio Grande do Sul cadastrarem as famílias que receberão a parcela única do&nbsp;<a href="http://[https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-05/auxilio-reconstrucao-governo-lanca-site-para-cadastro-das-familias]" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Auxílio Reconstrução</a>, no valor de R$ 5.100 . Cada família poderá usar o dinheiro para comprar itens perdidos durante os alagamentos ou para reformar imóvel onde mora ou trabalha. O governo estima que cerca de 240 mil famílias sejam beneficiadas, a partir de um investimento de R$ 1,2 bilhão.</p>



<p>Além do Auxílio Reconstrução, o governo federal anunciou medidas para as pessoas que tiveram suas casas destruídas pelas chuvas e enchentes nas áreas urbanas. O número de&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-05/rs-cidades-do-vale-do-taquari-contabilizam-estragos-repensam-futuro" target="_blank" rel="noreferrer noopener">residências afetadas no estado</a>&nbsp;ainda não foi contabilizado. Entre as iniciativas, será realizada a compra assistida de imóveis usados para beneficiários das faixas 1 e 2 do programa Minha Casa, Minha Vida. A faixa 1 abrange famílias com renda bruta familiar mensal de até R$ 2.640, enquanto a faixa 2 atende famílias com renda mensal entre R$ 2.640,01 e R$ 4.400.</p>



<p>Outra ação prevê a aquisição de imóveis em processo de leilão da Caixa e do Banco do Brasil que estejam desocupados, imóveis via chamada pública de proprietários interessados na venda e aquisição de imóveis de construtoras que seriam oferecidos ao mercado.</p>



<p>Agência Brasil. </p>



<p>Foto: Rafa Neddemeyer. </p>
<p>O post <a href="https://verdadeeexpressao.com.br/2024/05/22/no-maior-abrigo-do-rs-moradia-e-principal-preocupacao-das-familias/">No maior abrigo do RS, moradia é principal preocupação das famílias</a> apareceu primeiro em <a href="https://verdadeeexpressao.com.br">Portal Verdade&amp;Expressão</a>.</p>
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