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	<title>Arquivos Mulheres Negras - Portal Verdade&amp;Expressão</title>
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	<title>Arquivos Mulheres Negras - Portal Verdade&amp;Expressão</title>
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		<title>Ativistas negras cobram mais representatividade e ação do Estado</title>
		<link>https://verdadeeexpressao.com.br/2023/11/21/ativistas-negras-cobram-mais-representatividade-e-acao-do-estado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[guazelli]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Nov 2023 09:48:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, cinco mulheres negras debateram virtualmente sobre as resistências negras no Brasil, nos dias atuais. Elas fizeram menção à memória da data, instituída há 52 anos, para lembrar as lutas de movimentos negros pelo fim da opressão, desde o período a escravidão, em várias cidades brasileiras. [&#8230;]</p>
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<p>Neste Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, cinco mulheres negras debateram virtualmente sobre as resistências negras no Brasil, nos dias atuais. Elas fizeram menção à memória da data, instituída há 52 anos, para lembrar as lutas de movimentos negros pelo fim da opressão, desde o período a escravidão, em várias cidades brasileiras.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1567715&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1567715&amp;o=node"></p>



<p>A ideia foi levar o internauta a refletir sobre os principais desafios para a efetiva inclusão do povo preto na sociedade brasileira, com a necessária reparação da história, o fim da violência contra corpos negros e a representatividade negra em espaços de poder.</p>



<p>Participaram do encontro a professora e jornalista Rosane Borges; a diretora da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck; a fundadora e coordenadora de Captação de Recursos e Articulação Política do Instituto Odara da Mulher Negra, a historiadora Valdecir Nascimento; além da jornalista do canal de TV por assinatura Globo News, Flávia Oliveira; e a mediadora, a também jornalista coordenadora do Programa de Comunicação do Instituto Odara, Alane Reis.</p>



<p>Elas foram unânimes em dizer que o racismo continua na ordem do dia no Brasil, e que é preciso fazer jus à luta do líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi, morto em 1965 e que se tornou símbolo de resistência contra a escravidão colonial.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Resistência</h2>



<p>“Nossa narração sobre nação deixava muito à mostra de que nós não éramos um país decente, simplesmente, porque esse país, além de ter escravizado [os negros] por mais de 300 anos – o que é uma tragédia criminosa, sem proporções – deixou de fora essas pessoas que foram escravizadas e nunca embarcou essas pessoas nos projetos de país.”</p>



<p>Rosane defende que para ser realmente uma nação é preciso que o Brasil inclua os negros em todos os aspectos.</p>



<p>Para a jornalista Flávia Oliveira, o Dia da Consciência Negra tem mais legitimidade, por exemplo, que o 13 de maio, instituído como o Dia da Abolição da Escravatura, mesmo não tendo o reconhecimento nacional, pois a data não é feriado em todo o país.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“O 20 de novembro é, efetivamente, a data que o povo negro escolheu para protagonizar a celebração, a luta por direitos e o reconhecimento da luta por liberdade do povo preto. Então, é muito importante a gente pensar no significado dessa data.”</p>
</blockquote>



<p>Flávia aponta que, no campo da comunicação, o acesso tecnológico é capaz de impulsionar a resistência negra, quando contribui para aproximar e formar redes que ela apelidou de quilombos virtuais e por disputa de narrativas legítimas do movimento negro por direitos, e não para benefícios individuais.</p>



<p>“A gente pode usar as ferramentas disponíveis hoje em benefício do nosso coletivo, seja das comunidades, seja dos territórios mais amplos, como quilombos, aldeias, seja nas cidades, na agenda política. Parece-me que a gente ainda tem uma certa deficiência nessa área, mas o campo oposto se articula muito mais rápido e violentamente na direção de nos atacar”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Outras lutas</h2>



<p>A homenagem a personalidades negras, como a intelectual Lélia Gonzalez e líder quilombola Zumbi dos Palmares; a importância de indicar uma mulher negra para a vaga de ministra aberta no Supremo Tribunal Federal (STF); as mortes de jovens negros em todo o país, em especial, na Bahia, por agentes do estado; e o assassinato da líder quilombola, a ialorixá Mãe Bernadete Pacífico, em agosto deste ano, foram outros temas mencionados durante a&nbsp;<em>live</em>&nbsp;desta segunda-feira.</p>



<p>A fundadora do Instituto Odara da Mulher Negra, Valdecir Nascimento, questionou inclusive a linha de investigação de que o assassinato de Mãe Bernadete estaria relacionado ao tráfico de drogas, já que&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-11/mp-denuncia-cinco-suspeitos-de-matar-mae-bernadete-na-bahia" target="_blank" rel="noreferrer noopener">quatro denunciados integram</a>&nbsp;uma facção criminosa. Para ela, a hipótese acaba encobrindo a motivação de racismo e intolerância religiosa.&nbsp;</p>



<p>Valdecir também enfatizou que, neste ano, o 20 de novembro deveria ser de luto total e de silêncio em protesto às violações de direitos. Ela criticou a realização de festivais e celebrações em nome da “consciência negra” e que os&nbsp;<em>shows</em>&nbsp;seriam uma forma de invisibilizar a luta negra.</p>



<p>A historiadora compartilha da opinião de que o negro não está integrado na sociedade brasileira e que se houvesse, de fato, tal integração, isto significaria entregar a nação a 114 milhões de negros, o que não ocorreu:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“A questão racial entrou na ordem do dia, mas estão esvaziando o sentido dela. Não tem conversa séria sobre racismo no Brasil. O Estado brasileiro continua usando a mesma ferramenta para lidar com a gente: é morte, morte, morte, morte e, somente a morte [de pessoas negras].&#8221;</p>
</blockquote>



<p>Para a diretora da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, a luta do povo preto deveria começar com a denúncia, ao mundo, de tudo que está errado no país, como os assassinatos de jovens negros, por agentes de segurança pública.</p>



<p>Para ela, também não há motivos para comemoração da data: “vinte de novembro devia ser mais um dia dos tambores silenciosos, não o contrário. Porque o silêncio do tambor comunica e diz algo diz algo de forma peremptória e insistente. A gente vive tempos estranhos, muito ruins.”</p>



<p>Jurema ainda abordou o conceito atual de quilombos e criticou negros que quando ascendem socialmente se esquecem da luta.</p>



<p>“Quilombo não é geografia. Quilombo não é terra. Quilombo é tática de luta que, às vezes, avança. Às vezes, recua; que está aqui, no centro do poder e lá, também, no meio da floresta. Vinte de novembro, que é Zumbi, também é um enunciado de futuro, de mensagem. Para mim, resistir é dizer que é preciso recuar, dar um passo atrás, silenciar o tambor e é tempo de dizer que quem é influenciador [nas redes sociais] de nada para o nada, não me representa, não representa essa luta, não representa esse dia.”</p>



<p>Durante o debate no canal Esboço do Contemporâneo, no Youtube, dezenas de internautas se somaram às vozes das ativistas negras, postando comentários que agradeciam a iniciativa.</p>



<p>Agência Brasil. </p>
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		<title>Mulheres negras marcham em SP pedindo democracia e justiça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[guazelli]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Jul 2023 10:43:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em celebração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado nesta terça-feira (25), foi realizada em São Paulo a oitava edição da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo. O evento reuniu centenas de mulheres e teve início na Praça da República, no centro da capital, com intervenções culturais e políticas. O grupo caminhou [&#8230;]</p>
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<p>Em celebração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado nesta terça-feira (25), foi realizada em São Paulo a oitava edição da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo. O evento reuniu centenas de mulheres e teve início na Praça da República, no centro da capital, com intervenções culturais e políticas. O grupo caminhou até o Theatro Municipal. </p>



<p>“A Marcha das Mulheres Negras de São Paulo está fazendo a sua oitava edição. Começamos [o evento] quando mulheres negras foram para Brasília, em 2015, para falar da importância do manifesto da luta contra o machismo, o racismo, a violência e pelo bem viver, pautando um novo marco civilizatório para o Brasil. Desde então, aqui em São Paulo, todos os anos a gente faz, no dia de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, essa manifestação”, disse Simone Nascimento, integrante da marcha.&nbsp;</p>



<p>Uma das organizadoras do evento, Juliana Gonçalves explica que a&nbsp;história da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo&nbsp;diz que os assassinatos da vereadora&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/tags/marielle-franco" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Marielle Franco</a>, em 2018, e de&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2016-05/ato-relembra-tortura-com-fotos-de-presas-politicas-torturadas-no?editoria_id=All&amp;page=2" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Luana Barbosa</a>, &nbsp;2016 impulsiona estas mulheres a irem às ruas. “Nós já tínhamos marchado em 2015, na grande marcha nacional, e, em 2016, a gente entendeu que não dava para deixar de ocupar as ruas”, explicou.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“A gente ocupa as ruas com as nossas reivindicações,&nbsp;&nbsp;trazendo as nossas denúncias, mas mais do que isso: a gente está apresentando um novo projeto de sociedade para o Brasil, não só para o estado de São Paulo”, diz&nbsp;Juliana.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p>Neste ano, a Marcha escolheu como tema Mulheres Negras em Marcha por um Brasil com Democracia! Sem Racismo! Sem Violências! Sem Anistia para os Fascistas! Justiça por Marielle Franco e Luana Barbosa! Por nós, por todas nós, pelo Bem Viver!</p>



<p>“Neste ano, [a marcha] pede reparação e bem viver. A pauta da reparação ajuda a resolver muitas coisas, porque vai falar desde a questão do acesso à terra, acesso a comida e chegando nesse lugar do limite da vida. Hoje a gente enfrenta números muito altos de feminicídio. A mesma coisa com o genocídio do povo negro, a mesma coisa com o encarceramento. A gente vê que são várias estratégias para ainda dizimar a nossa vida. E é por isso que a gente marcha pelo bem viver, porque a gente quer a vida, a vida em abundância e com direitos, que precisam ser respeitados”, explica&nbsp;Juliana.&nbsp;</p>



<p>“A Marcha das Mulheres Negras, neste ano, fala da importância da gente construir a democracia para as mulheres negras e combater a fome, o genocídio, a morte, o desemprego. E fala também da importância de se fazer justiça por pessoas que nós perdemos nesse período de recrudescimento no país como a Marielle Franco, mas também da Luana Barbosa”, disse Simone. “No Brasil, a nossa forma de lembrar desse legado é lembrar dos que lutaram pela nossa liberdade”, acrescentou.&nbsp;</p>



<p>Segundo Regina Lúcia dos Santos, coordenadora estadual do Movimento Negro Unificado (MNU), a marcha vai ser encerrada no Theatro Municipal, local onde o MNU surgiu, em 1978. “O MNU está completando 45 anos. E a Marcha de São Paulo, oito anos. A Marcha reverencia nossa história, que nasceu em um tempo [regime militar] em que era difícil &#8211; difícil não, em que era proibido &#8211; falar da questão racial no Brasil”, disse&nbsp;em entrevista à&nbsp;<strong>EBC</strong>.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Para Regina, nos dias atuais, a Marcha continua mostrando sua resistência.</h4>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Este é o segundo ano da marcha depois da pandemia. E ela continua sendo importante&nbsp;&nbsp;porque nós, mulheres negras,&nbsp;somos a base da pirâmide econômica e vítimas do maior número de feminicídios, de violência obstétrica e de violência sexual de todos os gêneros. Então é da maior importância hoje poder dizer: eu marcho, eu resisto e eu luto”.&nbsp;</p>
</blockquote>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/J-5QeNrBr9kU_yXSo3xb467RRfo=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/mulheres_negras05.jpg?itok=V-NpAwUE" alt="São Paulo (SP) 25/07/2023  - Oitava edição da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo.Tema de 2023: “Mulheres negras em marcha por um Brasil com democracia! Sem racismo! Sem violências! Sem anistia para os fascistas! Justiça por Marielle Franco e Luana Barbosa! Por nós, por todas nós, pelo Bem Viver!”. Juliana Gonçalves.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
" title="Paulo Pinto/Agência Brasil"/></figure>



<p>Oitava edição da Marcha das Mulheres Negras saiu às ruas de São Paulo com o tema: Mulheres negras em marcha por um Brasil com democracia! Sem racismo! Sem violências! Sem anistia para os fascistas! Justiça por Marielle Franco e Luana Barbosa! Por nós, por todas nós, pelo bem viver!”. &#8211; Foto &#8211;&nbsp;<strong>Paulo Pinto/Agência Brasil</strong></p>



<h4 class="wp-block-heading">Dia da mulher negra</h4>



<p>O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha foi instituído em 1992 pela Organização das Nações Unidas, durante o Primeiro Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana. No Brasil, essa data também celebra o Dia Nacional de Tereza de Benguela, uma data em homenagem à líder quilombola que resistiu à escravidão.&nbsp;</p>



<p>“A gente resgata o nome dela, inclusive porque as mulheres negras foram muito apagadas durante o período histórico e a gente sabe que muitas lideranças são apagadas cotidianamente. Então sempre tentamos trazer o nome dessas lideranças pra marcha”, disse a co-deputada estadual pelo Movimento Pretas, Ana Laura Cardoso Oliveira.&nbsp;</p>



<p>“O Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha tem a ver com a luta de várias mulheres negras na América Latina que se reuniram pra reivindicar o seu direito de serem mulheres porque a luta feminista ainda exclui muitas mulheres negras desse espaço. Então,&nbsp;as mulheres negras se encontraram e colocaram também a sua voz para que o feminismo negro pudesse existir”, acrescentou a deputada.&nbsp;</p>



<p>Em suas redes sociais, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, lembrou da data falou sobre a assinatura de um<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-07/brasil-e-colombia-assinam-cooperacao-de-combate-discriminacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> memorando de entendimento entre Brasil e Colômbia</a> para promoção da Igualdade Racial. O acordo prevê intercâmbios, ações para povos tradicionais e produção acadêmica e científica.</p>



<p>A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também lembrou da data em suas redes sociais. “Um bom dia especial. Começamos o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha num café da manhã com jornalistas negras aqui em Brasília. Um encontro que traz toda a potência das mulheres negras e nos inspira na luta pelo fortalecimento da democracia”.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/fDET00Z4jiwwnYbysTVfWcqvJ2k=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/_ja_6751.jpg?itok=A9Is4azh" alt="Brasília (DF) 25/07/2023 - A Ministra da Cultura, Margareth Menezes, participa de uma café da manhã com as profissionais de imprensa por ocasião do Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
" title="Joédson Alves/Agência Brasil"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">Ministra da Cultura promove café da manhã com as profissionais de imprensa por ocasião do Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha &#8211;&nbsp;<strong>Joédson Alves/Agência Brasil</strong></h6>



<p>Agência Brasil. </p>



<p>Foto: Paulo Pinto. </p>
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		<title>Faltam mulheres negras em altas lideranças do setor de publicidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[guazelli]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jun 2023 10:44:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O estudo inédito Publicidade Inclusiva: Censo de Diversidade das Agências Brasileiras 2023, realizado em conjunto pela Gestão Kairós &#8211; Consultoria de Sustentabilidade e Diversidade e o Observatório da Diversidade na Propaganda (ODP), confirmou que a publicidade feita no Brasil é branca e masculina, em sua grande maioria. “A gente tem algumas reflexões quando fala de [&#8230;]</p>
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<p>O estudo inédito Publicidade Inclusiva: Censo de Diversidade das Agências Brasileiras 2023, realizado em conjunto pela Gestão Kairós &#8211; Consultoria de Sustentabilidade e Diversidade e o Observatório da Diversidade na Propaganda (ODP), confirmou que a publicidade feita no Brasil é branca e masculina, em sua grande maioria. “A gente tem algumas reflexões quando fala de mulheres no censo de publicidade inclusiva”, disse à&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>&nbsp;a&nbsp;presidente da Gestão Kairós, Liliane Rocha (foto em destaque).<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1537783&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1537783&amp;o=node"></p>



<p>Os resultados da pesquisa foram mensurados no início deste ano, após a realização de entrevistas, no final do ano passado, com os líderes das agências respondentes, que somam cerca de 6,2 mil funcionários.</p>



<p>A primeira reflexão é que quando se olha para o quadro funcional, percebe-se um percentual até expressivo de mulheres (57%), em sua grande maioria brancas. Quando o estudo estratifica e vai olhar as mulheres negras, vê-se que elas são minoria no quadro das agências (21%), embora este seja um percentual positivo em comparação com outros setores. Liliane disse, porém, que ao se pesquisar o nível profissional de gerente para cima, são 49,8% de mulheres, em geral, ocupando esses cargos, contra 10,3% de negros (pretos + pardos). Para as mulheres negras, entretanto, esse percentual cai para somente 4,6%. No nível de diretor presidente e presidente (CEO), o número de mulheres negras é 0%, contra 15% de mulheres brancas e 8% de homens negros (pretos + pardos).</p>



<p>De acordo com a pesquisa, o setor de publicidade e propaganda brasileiro é liderado por pessoas brancas, que correspondem hoje a 88% da liderança (nível gerente e acima) e 92% do nível CEO/presidente e por homens, que são respectivamente 50,2% e 85% dessas posições. Olhando as áreas que as representantes do sexo feminino ocupam nas agências de publicidade e propaganda, constata-se que a maioria delas está no atendimento e não nas áreas de criação, planejamento, mídia, digital. “O que, por si só, já é uma reprodução do machismo estrutural na sociedade. Quer dizer, contratamos mulheres nesse setor, mas para um segmento específico relativamente menos estratégico”, apontou Liliane.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Dois olhares</h4>



<p>“Acho que são dois olhares aí. Um se refere à área que está sendo destinada às mulheres em geral, na publicidade e propaganda e, outro, como a gente precisa conversar sobre isso e mudar esse cenário. E quando a gente olha para a interseccionalidade de mulheres negras, elas nem estão chegando lá”. O desafio é como fazer para contratar mais mulheres negras, para ter um protagonismo de pessoas negras, em geral, nesse setor, propôs Liliane.</p>



<p>O Observatório da Diversidade na Propaganda foi criado em julho de 2021 com o objetivo de acelerar a inclusão de grupos minorizados na indústria da comunicação. É constituído por 28 agências signatárias, das quais 24 participaram do estudo. Em abril deste ano, as 28 agências foram reunidas pelo Ministério Público Federal para assinar compromissos e metas no período de cinco anos, visando impulsionar a representatividade da demografia brasileira, proporcionalmente, nas agências de publicidade e propaganda no Brasil.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Metas</h4>



<p>Foram estabelecidas, na ocasião, 36 metas, propostas pela Gestão Kairós para o ODP, cuja diretoria está procedendo à revisão. Essas metas incluem, no período de cinco anos, contratação de talentos diversos; diversidade no casting&nbsp;e cadeia de fornecedores; retenção e desenvolvimento; e cultura organizacional. Foram apresentadas três macrofrentes de atuação: quadro funcional e liderança em níveis de gerente e acima; representatividade proporcional no quadro; critérios de diversidade para contratação de fornecedores.</p>



<p>Liliane Rocha relatou que muitas agências que contratam mulheres, negros, pessoas com deficiência, maiores de 50 anos de idade, pessoas LGBTQIAP + (pessoas lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans, não binárias e demais orientações sexuais e de gênero) observam que elas não permanecem nos empregos. “Precisamos olhar para essa questão”. No tópico de cultura organizacional, destacou que é necessário entender por que o setor não traz mais dessas pessoas para os seus quadros e por que elas não ficam nas agências. O objetivo é ter diversidade e uma publicidade no Brasil mais inclusiva.</p>



<p>Agência Brasil. </p>



<p>Foto: Nicola Labate. </p>
<p>O post <a href="https://verdadeeexpressao.com.br/2023/06/13/faltam-mulheres-negras-altas-liderancas-setor-publicidade/">Faltam mulheres negras em altas lideranças do setor de publicidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://verdadeeexpressao.com.br">Portal Verdade&amp;Expressão</a>.</p>
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