Questionada pela Fórum, a campanha de Bruno Covas afirmou que o caso está sendo apurado internamente, mas assegurou que não se trata de um ato oficial de campanha.
“A campanha de Bruno Covas não distribui cestas básicas. É inadmissível que, a três dias das eleições, este tipo de conduta esteja sendo compartilhada. Apesar dos ataques e das Fake News, vamos manter a nossa postura de mostrar aos eleitores o que fizemos nos últimos anos à frente da prefeitura da capital e o que vamos realizar nos próximos 4 anos”, diz nota oficial da campanha.
De acordo com a Carta Capital, a ação foi encampada por uma entidade chamada Movimento Social Beneficente (Mosobe), ligada ao PSDB, mas Emilson Almeida da Silva, diretor zonal do partido na Brasilândia, informou que a iniciativa não tem relação com a campanha de Covas.
Em nota enviada à Fórum, a secretaria de Comunicação da prefeitura de São Paulo informou que que a distribuição de cestas faz parte do Programa Cidade Solidária, instituído no início da pandemia, e que a iniciativa ocorre em parceria com entidades e secretarias municipais.
“Todas as entidades parceiras assinaram um termo de adesão com a Prefeitura de São Paulo se comprometendo a executar a distribuição das cestas respeitando integralmente às recomendações do Ministério Público Eleitoral. Qualquer ação por parte das entidades que não tenha respeitado a recomendação descumpre o acordo estabelecido no termo de adesão e será apurada”, diz o comunicado.
O candidato do PSOL à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, anunciou na tarde desta quinta-feira (26) que vai tomar “medidas cabíveis” contra o atual prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB).
“Centenas de pessoas entraram em contato para denunciar a distribuição de cestas básicas na periferia às vésperas da eleição em atividades de campanha de Bruno Covas.”, afirmou.
Reportagem de Julinho Bittencourt, da Revista Fórum.
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