A comissão interna instituída para apurar responsabilidades pelos desvios no programa de pesquisa da Universidade Federal do Paraná (UFPR) revelados na Operação Research, concluiu que duas servidoras devem ser punidas com a demissão e que os demais funcionários devem ser absolvidos.
Em fevereiro de 2017, veio a público um esquema de desvios de dinheiro público, por meio do pagamento irregular de bolsas de pesquisa a pessoas que não tinham relação alguma com a instituição. De 2013 a 2016, R$ 7,3 milhões foram desviados.
Conceição Abadia de Abreu Mendonça e Tania Márcia Catapan, funcionárias da pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, foram apontadas como as pessoas que operacionalizavam o esquema dentro da universidade, com a ajuda de não funcionários, como uma cabeleireira e artesãos.
As servidoras chegaram a ser presas, juntamente com outros acusados, durante a operação realizada em parceria pela Polícia Federal (PF), pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Para os três membros da sindicância, que ouviram dezenas de testemunhas e revisaram todos os processos de pagamentos, há provas suficientes para demonstrar que Conceição e Tânia cometeram ilícitos administrativos, considerando, nesses casos, que se justifica a demissão de ambas.
Já sobre Edilson Sérgio Silveira, que foi pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, e Graciela Inês Bolzón de Muniz, que foi coordenadora de pesquisa, e assinaram autorizações de pagamentos irregulares, a comissão concluiu pela absolvição, destacando que ambos tinham volume excessivo de atribuições e confiaram nas duas servidoras. A atuação de outros seis servidores da UFPR foi analisada e a conclusão, igualmente, foi pela absolvição.

guazelli

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