A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) prestou depoimento como testemunha, na Justiça Federal em Belo Horizonte, em um processo que apura supostos pagamentos de propina ao ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine.
O ex-executivo das estatais está preso em Curitiba desde julho deste ano, quando a Polícia Federal deflagrou a 42ª fase da Operação Lava Jato, batizada de “Cobra”.
Dilma é uma das testemunhas arroladas pela defesa de Bendine. A ex-presidente foi quem o nomeou para ocupar o cargo na Petrobras, após a saída de Graça Foster, em 2014. Antes disso, ele estava à frente do Banco do Brasil, desde 2009, quando Luiz Inácio Lula da Silva ainda era o presidente da República.
Bendine é acusado de receber R$ 3 milhões em propinas da Odebrecht. Segundo o Ministério Público Federal, ele pediu a quantia a Marcelo Odebrecht um dia antes de assumir a Petrobras, com a promessa de facilitar os interesses da empreiteira junto à estatal.
Dilma foi ouvida pelo juiz federal Sérgio Moro por videoconferência e na saída, não quis falar com a imprensa.

guazelli

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